Sem Categoria


algore1 - algore1

Assisti nesta semana ao filme/documentário “An Inconvenient Truth”, criado por Al Gore, antigo vice-presidente norte-americano e candidato derrotado nas eleições de 2000.
O filme é uma aula onde são mostrados dados alarmantes sobre o super-aquecimento global, degelo das calotas polares e elevação do nível do mar. Como li outro dia, estamos sentados sobre uma bomba-relógio.
Pelo mostrado no filme, temos muito pouco tempo (10 ou 20 anos?) para evitar uma destruição pavorosa do nosso planeta, com inundações, epidemias e ondas de calor que nunca tivemos até o presente.
O problema não é mais político, e deve ser tratado como uma enorme preocupação ambiental por todos nós que habitamos este planeta.
Numa entrevista nas páginas amarelas da Veja em outubro deste ano, o cientista inglês James Lovelock diz que em 2040 a Terra se tornará um planeta praticamente sem condições de abrigar vida humana. Segundo ele, cerca de 80% da humanidade desaparecerá antes do final deste século e os 20% restantes protagonizarão formidáveis correntes migratórias para o Ártico.
O filme desperta a consciência para a iminência da extinção da raça humana e isto é apavorante.
Sugiro que todos vejam o filme. É uma verdadeira aula sobre como o amanhã estará pior que hoje, é um aviso para todos nós que nos preocupamos com as futuras gerações.
Nossos filhos viverão em que tipo de planeta?.
É imperdível!!!

algore2 - algore2

“A vingança é um prato que se come frio”

vingan  a - vingan  a

creche - creche

A Creche Terra Nova atende a 105 crianças moradoras da Vila do Acaba Mundo, no bairro Sion, em Belo Horizonte, que apesar de estar bem próxima de uma área nobre da cidade, vive num estado de extrema miséria.
Na Creche Terra Nova, crianças de 11 meses até 6 anos recebem educação, alimentação, higiene e recreação.
Mas para continuar esse trabalho com qualidade, sua ajuda é fundamental.

Para visitar o site, cliquem no link à direita da página.

raiofolha 1 - raiofolha 1

Belíssima a foto (Alan Marques/Folha Imagem) da capa da Folha de São Paulo de ontem (23/08/2006).
Pena existir um para-raios e não atingir o que muita gente gostaria: Os deputados e senadores canalhas, mensaleiros e sanguessugas.
Ainda bem que, segundo o ditado, um raio não cai 2 vezes no mesmo lugar…

gente na sombra do lixo - gente na sombra do lixo

A voz do silêncio (antigo texto budista)

“Que a tua alma dê ouvidos a todo grito de dor, tal como o lótus abre o seu coração para sorver o sol matutino.”

(Foto: Instalação no Museu de Tel Aviv)

Onde está Wally?
Foto que está hoje, 04/08/2006, no site do Studio Image.
Feita no Parque Municipal de Belo Horizonte, em fevereiro de 1987.
Estou nela, no meio dos aprendizes de fotógrafos.
Dá para me achar?

 2 -  2

Ponto de vista: Lya Luft (Veja - Edição 1942 . 8 de fevereiro de 2006)
O gato comeu
“Cadê a vergonha, a dignidade e a coragem, devoradas por esse monstruoso gato que agora lambe os bigodes e olha com risinho sarcástico o mapa do Brasil político, onde corremos feito ratos?”
Ando colecionando informações sobre coisas importantes que algum gato comeu em 2005, deixando um vazio em 2006. Porque certamente um gato enorme, voraz e sombrio, tirou da bandeja dos acontecimentos que poderiam melhorar o país (e a nossa vida) algumas guloseimas éticas e morais, deu fim a interrogações sem resposta: Ilustração Atômica Studio

Cadê o ânimo inicial de quando começaram a ser desmascaradas falcatruas respeitáveis envolvendo governo e política, e a gente acreditava que as coisas finalmente iam ser postas em seus lugares, e começariam a mudar?
Cadê fonte e destino especificados da fortuna inimaginável manobrada por um tesoureiro de partido, cadê o nome da pessoa que lhe deu autoridade para administrar tanta e tão suspeita grana, e continuar sem punição real?
Cadê o responsável, singular ou plural, pela fortuna muito maior que rola nas mãos de um publicitário, calculada em bilhões que poderiam comprar escolas, construir ou melhorar hospitais, salvar milhares de vidas, tornar menos miserável este pobre país?
Cadê a deposição dos cargos, a prisão, a punição superexemplar dos mais que culpados (os que se conseguiu encontrar) dessa lambança toda, que seria de fazer rir, se não fosse trágica?
Cadê aquele que ministrou o elixir do esquecimento a autoridades que não podiam se eximir de saber tudinho?
Cadê o impedimento de quem nega às CPIs informações valiosíssimas, faz sumir documentos, promove atrasos inexplicáveis e provoca insuportáveis confusões - para que tudo apareça, menos a verdade?
Cadê o apoio ao esforço gigantesco dos membros de CPIs que acreditam em justiça e honradez, e ainda insistem em descobrir as manobras, procurar os criminosos, enfrentar as barras que não devem estar sendo muito leves?
Cadê a punição de quem se introduziu em entidades vetustas e tribunais imaculados para que, não mais que de repente, notássemos que o governo e/ou o PT estavam sendo favorecidos, e não a justiça nem a verdade?
Cadê a fábrica de caras-de-pau que preservam (só para os burros ou ladinos, claro) as aparências de que as coisas funcionam - tudo engrenado, lubrificado, dentro dos eixos e com os parafusos apertados como nunca antes -, as autoridades de nada sabendo neste país delirante?
Cadê o nome de quem nos roubou a certeza de que enfim a casa seria faxinada e habitada sem medo daquilo que mostra rabo e patas nas frestas desse imenso barraco em que se transformou o país?
Cadê a vergonha, a dignidade e a coragem, devoradas por esse monstruoso gato que agora lambe os bigodes e olha com risinho sarcástico o mapa do Brasil político, onde corremos feito ratos acovardados ou pouco inteligentes?
Notas sobre novas descobertas, muitas provas que os cínicos dizem ignorar e os mal-intencionados desprezam, ainda espocam aqui e ali, fazendo com que a gente não desista de todo enquanto os mais bobos batem palmas.
Mas vamos deixar de lado tanta pergunta, ou seremos os empata-alegrias, os chatos de galocha. Sejamos simpáticos otimistas: mesmo que aqui dentro as coisas cheirem mal, lá fora o Brasil vai mostrar o que mais sabe, futebol. As eleições vão reavivar a malandragem e animar ainda mais a demagogia, explorando a nossa credulidade e embotando a nossa mente. Poucos vão continuar reclamando das mutretas e indignidades, tentando arrancar as verdades impensáveis de debaixo dos tapetes públicos e privados.
Estamos em pleno futuro: viva o Carnaval que se aproxima e ajuda a esquecer, viva o futebol que será brilhante e renovará nosso entusiasmo pela mãe-pátria, e viva, não esqueçam, o gato que comeu nossas preocupações, bebeu nossa passageira ira, e hoje se diverte com nossa covarde acomodação e nossa tão fraca memória.
Talvez seja mesmo melhor assim.

 0 -  0 1 -  1

Vexame - Vexame

Queda de arquibancada - Ignorância total
Copio abaixo uma troca de e-mails que recebi entre um colega Engº do Paraná e o Jornalista editor chefe do Jornal da Band sobre a queda de uma arquibancada montada em um rodeio na cidade de Várzea Grande no último dia 14, ferindo aproximadamente 600 pessoas.
Impressionante e revoltante a resposta dada pelo “renomado” jornalista.
Reflexo de um país que tem um presidente que, pelo que sei, não compareceu a Bienal do Livro?
Um presidente que diz não ler e gaba-se disto. Como disse o Veríssimo: Grave um presidente que se vangloria da própria ignorância, da falta de informação.

Caro jornalista,

Sempre fui um fá seu pela qualidade e responsabilidade com que voce sempre se portou na TV.
não sei se minha reclamação deve ser enviada à voce ou ao editor-chefe,porém preciso desabafar.
Hoje à noite, assistindo ao Jornal da BAND, vi tristemente a notícia de que uma estrutura metálica, montada para um Rodeio caiu, causando ferimentos graves e não sei
bem se não causou a morte de alguém.
No decorrer da reportagem, foram entrevistadas algumas pessoas: um oficial do corpo de bombeiros que havia interditado a estrutura, um delegado que estava investigando o caso juntamente com a perícia criminal, e a melhor de todas as entrevistas foi a da pessoa que informou ao repórter que a estrutura foi mau executada e
projetada, pois nÃo tinha nenhum xizamento para evitar que ela não se movimentasse em um determinado sentido. O cidadão entrevistado foi nada mais nada menos, que um nobre PEÃO DE RODEIO!!!
Onde, por Deus do céu, está o senso de responsabilidade de um Rede de Televisão como a BAND, que numa hora dessas, que permite exibir uma reportagem com um
peão DE RODEIO dando um parecer técnico sobre as causas da ruína da estrutura metálica???
O corpo de bombeiros, com toda sua experiência estrutural, interditou a estrutura? Quem deve interditar estruturas são engenheiros devidamente habilitados para tal.
Quem deve responder à uma reportagem sobre as causas do desabamento de uma estrutura é um engenheiro devidamente habilitado e não um PEÃO DE RODEIO! Se
alguém morre por erro médico, ninguém procura um peão de rodeio para dizer qual foi a causa da morte. procura um médico.
Se uma empresa fali, ninguém procura um médico pra dizer a causa: procura um economista, um contador. Se uma estrutura caí, que e chamado pra explicar o pq? O
peão de rodeio!
Nunca me senti tão humilhado na minha vida.
Indignado,
Márcio

caro Márcio,

eu não sei quantos anos você tem de vida e de profissão, mas se há algo que posso lhe dizer, depois de mais de trinta anos de Jornalismo, é que o título que uma pessoa tem é dos fatores menos importantes. Quantos e quantos médicos erraram, quantos engenheiros fizeram cálculos imperfeitos e prédios desabaram, quantos
policiais cometem crimes e quantos jornalistas dizem besteiras.
Se você for engenheiro, que é o que parece, sabe melhor do que ninguém de tantos mestres de obras que nem à escola foram e conduzem uma construção melhor do que muitos que freqüentaram a universidade. Poucos haverá que conheçam o rodeio mais do que o peão - principalmente se for um bom peão.
E a falta de um título universitário jamais causará humilhação a quem quer que seja. Devemos enxergar o caráter, a capacidade e a integridade das pessoas. Isto é o que vale e faz falta.

At.

Carlos Nascimento
Editor - Chefe do Jornal da Band
Grupo Bandeirantes de Comunicação

Escola Infantil Bairro Juliana

Um das escolas infantis que ajudei a projetar.
Fiz parte de uma equipe bacana.
De um projeto bacana também.
Realmente um projeto social. Voltado para os pobres.
Os excluídos.
Os invisíveis sociais.

Como já disse Paulo Freire:
“Escola é…
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos… (…)

E um provérbio africano:
“É preciso toda uma aldeia para se educar uma criança…”

« Página Anterior - Próxima Página »