Ainda estou altamente sensibilizado e emocionado com o filme que vi hoje a noite: “O tigre e a neve“. Tipo de filme que fica entranhado em mim durante muito tempo.
Poesia pura o novo filme do Roberto Benigni, que toca profundamente o coração.
Um filme (comédia romântica) que fala de amor com a guerra do Iraque como pano de fundo.
Palavras do próprio Benigni: “O meu protagonista (o poeta Attilio) é apenas um homem que combate a sua guerra pessoal. E como é mais heróica a guerra deste pequeno homem! Se alguém vai direto contra a guerra, não obtém o resultado correto”.
O “Pai Nosso” que ele reza para Alá é simplesmente maravilhoso.
Em tempos que nosso “presidente” é comparado com Jesus Cristo e São Francisco de Assis por um dos mais importantes bispos da Igreja católica do país, faz muito bem para a alma ver um filme tão sensível como O tigre e a neve. Vale a pena viver!!!
Um filme para ser visto e revisto.
Maio de 2007
Qui 31 Mai 2007
Sex 11 Mai 2007
A campanha popular Viva o rio Madeira vivo, atuante em Porto Velho, montou um cenário com a ajuda do Google Earth para mostrar didaticamente o que acontecerá com o rio Madeira se as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau forem construídas.
http://www.riomadeiravivo.org/cenario.htm
Clique no link abaixo ou na coluna à direita.
Qui 10 Mai 2007
Excelente o filme que assisti hoje.
“The wind that shakes the Barley”.
Uma frase do Damien, personagem do irmão mais novo:
Tenho certeza do que sou contra, mas não estou certo do que quero.
Qualquer semelhança com os dias de hoje aqui não é mera coincidência.
Imperdível o filme.
Enviado do meu BlackBerry®
Qua 9 Mai 2007
Enviado do meu BlackBerry®
Ter 8 Mai 2007
Mudei meu foco: Gabeira para Presidente - Já
Publicado por Ricardo Dolabella sob Meio AmbienteSem Comentários
O colapso das colônias
Autor: Fernando Gabeira
As abelhas estão desaparecendo de forma misteriosa nos EUA e na Europa. O fenômeno chegou ao Brasil, a julgar pela denúncia de apicultores do sul de Minas.
O nome científico dessa desaparição já tem uma sigla em inglês: ccd, colony colapse disorder. Os cientistas começam a buscar o mundo político para transmitir sua preocupação. Dizem que Hilary Clinton foi sensibilizada pelo tema e vai abordá-lo, como senadora ou candidata.
Na visão de Einstein, se as abelhas desaparecerem, o mundo dos homens vai acabar em pouco tempo. Pode ter exagerado na sua afirmação. Ou mesmo se equivocado, ele que, no final da vida, foi vencido pela física quântica.
Mas, se houve exagero em sua afirmação, a raiz pode ser a mesma de suas batalhas com as visões mecânicas da desordem. Einstein achava o mundo complexo e delicado, uma engenhosa obra divina. Tudo tinha sua razão de ser, e a tarefa humana era a de desvendar, através da pesquisa e do estudo científico, os desígnios do Criador.
Uma de suas mais famosas frases ecoa até hoje: Deus não joga dados.
O exame dos ecossistemas mostra que Einstein tem razão quando vê uma construção delicada e engenhosa, com todos os elementos em inter-relação. Criados ou não pela mão divina, os ecossistemas, na sua interdependência, são o que há de mais próximo da visão que o cientista tinha do universo.
Em artigo publicado em 2005, a pesquisadora brasileira Fábia de Mello Pereira destacava o perigo do ataque humano às abelhas sem ferrão das tribos meloponini e trigonini. Segundo ela, essas espécies, dependendo do bioma, são responsáveis pela polinização de até 90% das plantas nativas do Brasil.
Naquele momento, o problema era a retirada das abelhas de seu habitat, na base da derrubada de árvores e transporte inadequado.
Ou mesmo a tentativa de implantar as abelhas sem ferrão em lugares inadequados para seu desenvolvimento. Temos até uma disciplina oficial para retirar e criar abelhas, com uma resolução do Conama. Mas o fenômeno que está surgindo no exterior e alcança o Brasil é de uma nova qualidade.
Enquanto sabíamos o que destruía as colônias, era possível resistir. Agora não há ainda explicações. Dos agrotóxicos às ondas dos telefones celulares, tudo é pesquisado. Será preciso também, além da ciência e das leis, um grande trabalho educativo para preservar as abelhas.
Provisoriamente, poderíamos começar por onde Einstein terminou, acreditando que, no caso delas, Deus não joga dados.

